A História em (ou nos) “textículos” (2)

Estava assistindo ao History Channel e perguntando para meus zíperes: porque  certas informações não são apresentadas nos canais abertos? Ou, advogando pelo diabo: que bênção manter na santa ignorância a massa. Que benção para o poder governante, para a igreja, para os adulteradores da história, e para os adoradores de ícones.

O terceiro Reich caia pelas tabelas. Isabel Martínez Perón, la hermana Isabelita, é recebida com honras de chefe de estado pelo Vaticano e pelo então Papa Pio XII. No encontro se estabelece um “corredor” de fuga para os nazistas, passando pela Santa Madre Igreja Católica, e terminando em  Buenos Aires. O interesse de Péron era melhorar a “qualidade técnica” da Argentina dando asilo, principalmente, aos especialistas em aviação, armas, e pesquisas avançadas. Entre estes especialistas nazistas, que em breve iriam perder seus empregos com a queda da Alemanha de Hitler estava Josef Mengele. Péron era o estadista com  olhos voltados para um  fervilhante futuro em sua imaginação. Isabelita era a diplomata elegante, linda e envolvente.  Pio XII o sacerdote que com uma mão acariciava judeus agradecidos e com a outra salvava assassinos.

Costuma-se dizer que Deus escreve certo por linhas tortas. Mas mesmo que as linhas fossem retas e o tipógrafo o próprio Gutemberge não faria diferença, pois ninguém conseguiria ler. E, além do mais, muito poucos lêem! Ler doi! Cansa! Dá sono. Melhor dormir. E a ignorância é a mãe da felicidade.  Vejam a placidez e a paz no olhar das vacas

E nunca é tarde para reafirmar que o criador materializa com a mão direita a presa e com a esquerda o predador…enquanto ri.

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