Collor, agora imortal!
Leio que Collor é o novo imortal da Academia Alagoana de Letras. Vire Alagoas de pernas para o ar a procura de um livro publicado que tenha o carioca Fernando Affonso Collor de Melo como autor e você ganhará um prêmio. Um compacto simples autografado pelo ex-presidente de 1990 a 1992, e atual senador por Alagoas. De um lado, gravada na voz de Collor, a inesquecível frase: “Não me deixem só!” No outro, numa contribuição para a integração com os povos hermanos, a igualmente ímpar: “Duela a quien duela!” Que na época foi criticada como um portunhol melodramático mas que hermanos absolveram como expressão correta, apenas (de) Melo-dramática. O compacto (para os mais novos: um disco de vinil de 7 polegadas de diâmetro) foi gravado nos esperneios do impeachment (uma palavra inglesa que foi incorporada ao vocabulário da galera graças à queda de Collor). Collor, ex-Arena, ex-PDS, ex-PMDB, ex-PRN (antes PJ), ex-PRTB, atualmente PTB, também é conhecido por seu olhar fulminante. A ira que se manifesta em seu olhar já foi interpretada como um artifício teatral por seus asseclas e como psicopatia por seus adversários. Um outro atributo de Collor, alardeado por ele, mas que jamais foi comprovado, é de ter o saco roxo. Clodovil contestava esta afirmativa e dizia em alto e bom tom que se Collor tinha o saco roxo, o dele era cor-de-rosa choque.
Mas fugi do assunto, e acabei escrevendo mais do que o novo imortal. A pergunta que eu queria fazer era a seguinte: Alagoas, com seus mais de 3 milhões de habitantes, não conseguiu produzir nenhum escritor para a cadeira do médico Ib Gatto Falcão. Um, unzinho! Um que tenha escrito um livro. Um de quem o povo alagoano possa se orgulhar. Um escritor que tenha idéias, um currículo exemplar, e merecedor se ser considerado imortal?
Não quero mais conhecer Alagoas!
10 04UTC pmbFri, 04 Sep 2009 15:33:28 +000033Sexta-Feira 04UTC 2006 at 3:15 pm09
É de dar vergonha uma merda dessas, mas ainda pode piorar, quem sabe ao que esse infeliz pode conseguir se eleger?