Os sonhos, o agora, e os riscos da profecia!
Sou de uma geração que aos 7 anos sonhava com o espaço. Nunca houve tantas cadelas de nome Laika. Aos 11 anos o objetivo de vida de um guri era um dia chegar a se igualar a Gagarin ou Shepard. Aos 16 eu era um trekkie. “Espaço. A fronteira final”. A corrida espacial entre as potência permitia prever cidades em Marte no final do século. Então a explosão da Challenger acordou toda uma geração daquele sonho. E mais recentemente a tragédia da Columbia pôs uma pedra sobre o assunto. Os governos, no afã de vencer a corrida, com os novos brinquedos que a tecnologia lhes havia posto às mãos, estavam esquecendo que a preocupação com os requisitos básicos para a segurança da tripulação humana tinham perdido o lugar para a política. A conquista do espaço robotizou-se. Minha geração vai morrer sem alcançar aquele sonho de criança. A geração de meus filhos nasceu olhando para um outro espaço. O espaço virtual. Digital. O acesso ilimitado à informação. A não obrigatoriedade de um lugar onde encontrar um homem ou um bit.Eu assisti em 75 a derrubada da parede do CPD da UFRGS para conseguirem colocar lá dentro o mainframe num contêiner. “Logo” depois, em 83, um cartucho do Mario Bros possuía mais capacidade e rapidez de resposta do que o gigante da UFRGS. O posicionamento físico de uma idéia, ou de uma empresa, ou de uma fonte qualquer de conhecimento é uma probabilidade on-line. O poder é on-line. A miniaturização está exigindo não-espaços que o silício já não pode suportar. Fala-se em chips biomoleculares e sobre computadores quânticos a um custo quase inexistente. Viveríamos nadando num mar de informação onde todos os objetos a nossa volta se comunicariam entre si e com a rede. É possível que minha geração assista, em seus estertores, a esta insólita conquista, nem sonhada quando Laika fritou ao voltar para casa. E depois? Como não vou estar aqui me é permitido especular. Atirem pedras nos meus bisnetos. Antevejo uma fibra ótica, na forma de um duplo-tubo, com um mícron de diâmetro e 2 milímetros de comprimento, contendo no tubo interno um fio da espessura de um átomo, de um elemento apropriado, que responderia a estímulos “blue ray”, alterando os spins de cada átomo da cadeia, ou suas características down ou up, numa resposta binária. O invólucro, ou tubo externo, conteria neurotransmissores capazes de fazer a conexão entre estes microchips e eventuais sinapses de neurônios circundantes. Estes “conectores” se implantados no espaço cefalorraquidiano, em lugares específicos (principalmente nos lobos frontais e occipitais) permitiriam downloads cognitivos e visuais diretamente para a memória do indivíduo. E porque não também uploads? Colocaríamos o conhecimento, as inferências, vivências e memórias, em meios não orgânicos, e portanto menos perecíveis. Quem sabe o crescimento, em progressão geométrica, das experiências sobre o genoma e a física quântica, não vai nos permitir o próximo passo evolutivo da espécie? Ou o nascimento de uma nova?
10 05UTC pmbThu, 05 Nov 2009 22:06:29 +000006Quinta-feira 05UTC 2006 at 3:15 pm11
2100, uma odisséia no micro espaço… ou será que não leva tanto tempo?
gosto da idéia que a internet sepultou nosso sonho de teletransporte. Não teletransportamos nossos corpos, mas sim iformação e conhecimento rápidos. Vivemos substituindo sonhos e nos surpreendendo com a realidade. O teu sonho Romacof, é maravilhoso, e acho que vai acontecer (ao menos semelhante) tão logo nos livremos da âncora da falta de ética. A “desumanidade” ainda não permite um renascer pleno da humanidade.
Ia te convidar pra dar uma idéia sobre o nome de uma classe social numa postagem no meu blog, mas tua matéria é tão boa que é melhor deixar esses assuntos pra outra hora.
10 06UTC ambFri, 06 Nov 2009 01:06:39 +000006Sexta-Feira 06UTC 2006 at 3:15 am11
Criar expectativas ou deixar pontas no alinhavo da curiosidade são coisas que não se faz! Vá em frente! A propósito você deu uma lida naquela Super Interessante? Quem sabe está nascendo um coletivo? Histórias são viagens imperdíveis. Só quero um fim! pois o começo é qualquer tropeço, e o meio é recheio só . Tocar piano a quatro mãos, ou a seis, é apenas mais uma manobra alienígena com muitos nós. Saudações!
10 06UTC ambFri, 06 Nov 2009 01:41:05 +000041Sexta-Feira 06UTC 2006 at 3:15 am11
ainda não, quero ler no fim de semana, até pq, fiquei bastante curioso.
10 06UTC pmbFri, 06 Nov 2009 17:27:17 +000027Sexta-Feira 06UTC 2006 at 3:15 pm11
Há muito tempo tenho a convicção de que é perfeitamente possível hoje controlar equipamentos com o simples pensamento, com a tecnologia que já dispomos. Eu seria o primeiríssimo voluntário para testar os braços do Dr Octopus!