Sexo Seguro
Na faculdade, há 40 anos, corria uma piada, agora velha, mas que exemplificava perfeitamente as conseqüências do sexo sem camisinha:
O estancieiro rico mandou o filho pra capital “pra estudar pra ser engenheiro-construtor”. Lá, o estudante, longe da censura paterna e se sentindo abonado com a mesada que recebia se tornou um assíduo freqüentador dos mais chiques bordéis. Todo mês fazia uma relação de suas despesas e mandava para o pai, numa carta, para que o velho continuasse a fazer os repasses de acordo com as suas necessidades. Assim, escrevia: “Faculdade: 800 contos; aluguel: 600 contos; alimentação: 400 contos; livros: 300 contos; vestuário: 200 contos; locomoção: 100 contos…” E, cuidando para não chocar o pai com a natureza de suas atividades extracurriculares, acrescentava: “… marteladas: 4.000 contos.” O pai, não entrando no mérito do que seriam as marteladas, ou julgando que aquilo deveria ser algo relacionado com a faculdade, fielmente mandava o dinheiro.
Aconteceu que a pecuária passou por momentos difíceis e começou a ficar caro para o estancieiro sustentar o filho na capital. Então o velho mandou uma carta explicando a situação e acrescentou uma nota em que dizia: “Se possível, procura diminuir as despesas nas marteladas!” O filho até que tentou e nas cartas seguintes escrevia: “… marteladas: 2.000 contos.” Mas o pai do guri, se vendo cada vez mais apertado, mandou um telegrama: “Situação difícil! Manera nas marteladas!” E a resposta imediata passou a ser: “… marteladas: 1.000 contos.” E depois um compadre do velho passou pela capital, encontrou o estudante, e disse: “Olha! A situação do teu pai está desesperadora! Corta essas marteladas ou ele vai mandar chamar você de volta pra estância!” E o relatório mensal de despesas começou a contar com coisas do tipo: “… marteladas: 100 contos.” E depois: “… marteladas: 50 contos.” E ainda: “… marteladas: 10 contos.” E por fim, para alívio do pai do esforçado martelador, foram suspensas as referências a quaisquer despesas com marteladas.
Dois meses depois o estancieiro recebeu um telegrama lacônico: “Conserto do martelo: 30.000 contos.”
Naquela época não se falava em camisinha. Uma temida doença venérea poderia ser tratada com antibióticos e no máximo tiraria o guerreiro da luta por algum tempo ou prometeria uma prostatite para o futuro. Os cuidados se resumiam em ter certeza se a guria não era menor, nem de família, se usava pílula, e se, apesar de todas as precauções, não ficara embuchada.
Pois hoje, com tudo que se sabe sobre prevenção, com tudo que é propagado e ensinado, ainda tem esperto que me aparece com gonorréia ou sífilis, argumentando que transar com camisinha é a mesma coisa que chupar bala sem tirar do papel.
Pelo menos vão pensar assim até que o martelo apodreça e caia.
Explore posts in the same categories: Piadas, RealidadeTags: camisinha, doença venérea, prevenção, Sexo
You can comment below, or link to this permanent URL from your own site.
28/11/2011 às 2:41 AM
Não, meu caro, sexo seguro é assim que se faz:
http://arthur.bio.br/2009/07/29/sexualidade/como-fazer-sexo-seguro-dicas-para-homens
28/11/2011 às 10:54 AM
Acho que assim é BEM mais seguro!
29/11/2011 às 10:28 PM
senti uma forte correlação entre a postagem anterior e essa…
ou será que é uma mensagem subliminar da anterior preparando para essa? Não sei… fiquei confuso…
30/11/2011 às 8:41 PM
Caro Mauro! Na gíria a expressão “deu pau” significa quase a mesma coisa que “apodreceu o martelo”. Só que na primeira nos referimos aos estrago de martelos e outras ferramentas enquanto na segunda nos referimos ao real apodrecimento de uma “ferramenta” específica que “deu pau” sem poder mais ser usada como tal.
30/11/2011 às 11:42 PM
ehehehe… à parte as brincadeiras, que loucura isso de não usar preservativo. Olha o nome, preservativo… quem não quer usar é pq só tem o sexo no martelo, a cabeça de cima (que deveria ser a principal) não toma parte no processo…
01/12/2011 às 7:04 AM
Com o passar dos anus há quem perde as cabeças.