Collor, agora imortal!

Posted 10 03UTC pmbThu, 03 Sep 2009 14:58:38 +000058Quinta-feira 03UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Políticos, Textículos

Leio que Collor é o novo imortal da Academia Alagoana de Letras. Vire Alagoas de pernas para o ar a procura de um livro publicado que tenha o carioca Fernando Affonso Collor de Melo como autor e você ganhará um prêmio. Um compacto simples autografado pelo ex-presidente de 1990 a 1992, e atual senador por Alagoas. De um lado, gravada na voz de Collor, a inesquecível frase: “Não me deixem só!” No outro, numa contribuição para a integração com os povos hermanos, a igualmente ímpar: “Duela a quien duela!” Que na época foi criticada como um portunhol melodramático mas que hermanos absolveram como expressão correta, apenas (de) Melo-dramática. O compacto (para os mais novos: um disco de vinil de 7 polegadas de diâmetro) foi gravado nos esperneios do impeachment (uma palavra inglesa que foi incorporada ao vocabulário da galera graças à queda de Collor). Collor, ex-Arena, ex-PDS, ex-PMDB, ex-PRN (antes PJ), ex-PRTB, atualmente PTB, também é conhecido por seu olhar fulminante. A ira que se manifesta em seu olhar já foi interpretada como um artifício teatral por seus asseclas e como psicopatia por seus adversários. Um outro atributo de Collor, alardeado por ele, mas que jamais foi comprovado, é de ter o saco roxo. Clodovil contestava esta afirmativa e dizia em alto e bom tom que se Collor tinha o saco roxo, o dele era cor-de-rosa choque.

Mas fugi do assunto, e acabei escrevendo mais do que o novo imortal. A pergunta que eu queria fazer era a seguinte: Alagoas, com seus mais de 3 milhões de habitantes, não conseguiu produzir nenhum escritor para a cadeira do médico Ib Gatto Falcão. Um, unzinho! Um que tenha escrito um livro. Um de quem o povo alagoano possa se orgulhar. Um escritor que tenha idéias, um currículo exemplar, e merecedor se ser considerado imortal?

Não quero mais conhecer Alagoas!

A História em (ou nos) “textículos” (2)

Posted 10 03UTC ambThu, 03 Sep 2009 00:19:23 +000019Quinta-feira 03UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Políticos, Textículos

Estava assistindo ao History Channel e perguntando para meus zíperes: porque  certas informações não são apresentadas nos canais abertos? Ou, advogando pelo diabo: que bênção manter na santa ignorância a massa. Que benção para o poder governante, para a igreja, para os adulteradores da história, e para os adoradores de ícones.

O terceiro Reich caia pelas tabelas. Isabel Martínez Perón, la hermana Isabelita, é recebida com honras de chefe de estado pelo Vaticano e pelo então Papa Pio XII. No encontro se estabelece um “corredor” de fuga para os nazistas, passando pela Santa Madre Igreja Católica, e terminando em  Buenos Aires. O interesse de Péron era melhorar a “qualidade técnica” da Argentina dando asilo, principalmente, aos especialistas em aviação, armas, e pesquisas avançadas. Entre estes especialistas nazistas, que em breve iriam perder seus empregos com a queda da Alemanha de Hitler estava Josef Mengele. Péron era o estadista com  olhos voltados para um  fervilhante futuro em sua imaginação. Isabelita era a diplomata elegante, linda e envolvente.  Pio XII o sacerdote que com uma mão acariciava judeus agradecidos e com a outra salvava assassinos.

Costuma-se dizer que Deus escreve certo por linhas tortas. Mas mesmo que as linhas fossem retas e o tipógrafo o próprio Gutemberge não faria diferença, pois ninguém conseguiria ler. E, além do mais, muito poucos lêem! Ler doi! Cansa! Dá sono. Melhor dormir. E a ignorância é a mãe da felicidade.  Vejam a placidez e a paz no olhar das vacas

E nunca é tarde para reafirmar que o criador materializa com a mão direita a presa e com a esquerda o predador…enquanto ri.

Quero pedir perdão aos cavalos…!

Posted 10 31UTC pmbMon, 31 Aug 2009 14:38:27 +000038Segunda-feira 31UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Políticos, Textículos

Houve uma época em que eu tinha uma grande preocupação pelo futuro da humanidade. Os meus escritores preferidos, invariavelmente de ficção científica, então proscritos, agora cults, me deixavam angustiados quando pintavam o fim do gênero humano. Que grande perda para a evolução do universo. A autodestruição pela ignorância técnico-atômica era a que mais me entristecia: um potencial avanço usado por governantes burros e poderosos destruiria toda a glória futura do gênero Homo sapiens. A juventude não percebia que aqueles governantes representavam proporcionalmente (e ainda representam) a massa burra do gênero Homo praetensus sapiens. A massa que é a maioria terrivelmente esmagadora. Não importa a roupagem, os aparatos científicos elaborados por uma minoria e utilizados com pompa pela idiotice estatística e estatizante. Naquela época nós víamos apenas as possibilidades que o nosso pequeno grupo vislumbrava como um ideal para todos, mas que era apenas o nosso ideal: paz, altruísmo, direitos humanos, educação ao alcance de todos… como se os outros também almejassem essas frescuras. A turba queria apenas pão e futebol. Na época da ditadura mereciam apenas pau e pau. E eram felizes de qualquer forma. Quantas bolinha-de-gude jogadas lomba a baixo nas esquinas da Andradas com a Borges, para assistirmos a dança dos cavalos da polícia. Quantas esquinas dobradas às guinadas fugindo dos cavalos. Quanto alívio quando os arquivos do DOPS viraram cinzas. Como a juventude tem uma visão estreita do que é a humanidade. Nós queríamos lutar por pontos de vista que na época julgamos o oposto da tirania. Correndo risco de vida. A nossa própria vida tinha pouco significado quando comparada com nossos ideais humanitários. Se há 65 milhões de anos um asteróide não tivesse afundado Yucatan hoje o mundo seria regido pelo gênero Dino sapiens, e a humanidade, que só evoluiu dos pequenos ratos que conseguiram escapar por pura sorte, seria catalogada nos registros criacionistas como uma possibilidade que, graças ao bom Deus dos dinossauros, não chegou a ser viável. Talvez ainda não estejamos livres de sucumbir a qualquer pedra que caia em nossas cabeças… ou nos auto-destruirmos, agora não por meios explosivos, mas como resultado de um vírus experimental que alguma indústria farmacêutica queira soltar no ar para testar o impacto econômico posterior de uma droga salvadora. Pensando bem, quarenta anos depois, não estou mais preocupado com a espécie. Quero que ela se exploda antes que prejudique qualquer outra, que ande por aí, e seja mais merecedora. De público quero pedir perdão aos cavalos que fiz dançar. Eu pensava que sabia o que fazia. Quero pedir perdão também aos policiais que caiam às pencas. Estes mereciam. Mas também pensavam que estavam fazendo a coisa certa.

Voto Nulo

Posted 10 27UTC ambThu, 27 Aug 2009 00:49:51 +000049Quinta-feira 27UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Políticos

O voto nulo não anula a eleição! Mas, faz pensar! Inicia um debate! Chama as elites intelectuais, a mídia, e os próprios eleitos, que nada representam, para um posicionamento frente ao ESPASMO DEMOCRÁTICO expresso no ato de negar um direito. Digo espasmo democrático em contraponto com a atual forma de governo vigente no país: a plutocracia demagógica, onde os interesses econômicos são maquiados para que o povo pense que está votando e determinando o futuro da nação. Na verdade nós somos os cara-pintadas de palhaço que sustentamos com nossos impostos os bandoleiros eternizados pelo sistema. Se pensarmos um pouco, por esta ótica, chegaremos a conclusão de que a única maneira DEMOCRÁTICA de mostrar que o sistema está apodrecendo, é votando nulo. “9999-Confirme!”

Poeminhas do cotidiano (02)

Posted 10 24UTC pmbMon, 24 Aug 2009 13:36:28 +000036Segunda-feira 24UTC 2006 by romacof
Categories: Poeminhas

Da chuva a gota cai. A gota cai no mar. Já não é gota! pois no amar se esvai!

A História em “textículos”!

Posted 10 21UTC pmbFri, 21 Aug 2009 23:36:56 +000036Sexta-Feira 21UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Políticos, Textículos

Para os esquecidos ou mal orientados no tempo e no espaço.

Lula, o sindicalista bêbado que iria se apropriar de sua casa, e teve sua ex-namorada, e seus pecados, expostos por Collor em cadeia nacional, é o atual senhor Luis Inácio Lula da Silva.  Collor era aquele presidente que Sarney julgava não ser uma pessoa muito normal. Sarney, que também foi presidente, graças à diverticulite de Tancredo, é o mesmo que Lula chamava de batedor de carteiras. Lula, agora rei, não descansou enquanto, em nome da moralidade, não viu Collor deposto. Os cara-pintadas acreditam, até hoje, que foi o seu movimento, e não a falta de apoio político de Collor, que derrubou o presidente. O olhar de Collor para Simon no plenário é o mesmo que convenceu os otários que os marajás seriam banidos se ele fosse eleito. (Se não ficou claro, os otários somos nós!)  Sarney é o mesmo da Arena (depois PDS, depois PP, e mãe do PFL, depois DEM) e do governo militar. Amapá não é um distrito do Maranhão. A renda per capita da capital do Brazil é de 20 mil dólares e neste cômputo não entra o custo da permanência de Mercadante. Mercadante não tem relação com mercante, mercadoria, ou mercador. Rabo preso não significa que você entra, por exemplo, no senado, e vê os nobres senadores com cadeados nos rabos. Nem tampouco há um emaranhado de rabos que impedem a sua passagem. Este emaranhado é virtual, registrado em HDs secretos, e paga-se milhões por um senador sem rabo (em latim: Senatore anurus). Os amores atuais entre aqueles que se odiavam se justificam em nome da governabilidade. Esclarecendo: o sistema de governo atualmente vigente no Brazil é de uma república plutocrática. Sendo que o termo república (coisa pública) permanece em nome do folclore, e para disfarçar o segundo termo (aproveitando que brasileiro não lê, ou se lê não presta muito atenção – por isto vota!). Democracia, aquela simpática e gorda senhora, já faleceu, ou foi discretamente metamorfoseada quando o dinheiro virou o interesse dos que compram votos, benesses, canais de TV, e tudo o mais que o imposto que você paga pode comprar.

Poeminhas do cotidiano! (01)

Posted 10 17UTC pmbMon, 17 Aug 2009 23:32:35 +000032Segunda-feira 17UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Poeminhas

O que me espanta é a façanha da piranha,

que no tumulto do ataque distingue

o que é sua parte dos nacos do abate!

Tenho profunda vergonha de ser brasileiro!

Posted 10 06UTC ambThu, 06 Aug 2009 00:00:55 +000000Quinta-feira 06UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Políticos

Viva o corporativismo!

Viva o fisiologismo!

Viva a impunidade!

Viva a maracutaia!

Viva o senado brasileiro!

Viva este povo estúpido que tudo aceita!

Viva o sistema político brasileiro que enaltece a falta de vergonha na cara!

Viva a juventude brasileira que aprende com a corrupção que não vale a pena buscar valores mais nobres.

Tenho profunda vergonha de ser brasileiro!

Pensar não doi!

Posted 10 01UTC pmbSat, 01 Aug 2009 14:18:26 +000018Sábado 01UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Políticos

  • O texto é de David Coimbra, leia em sua coluna na ZH de 31 de julho, ou em seu blog.

  • Mas pense! Pensar não doi!

  • Sexta-feira, 31 de julho de 2009

    Saturação

    Não aguento mais esses caras. Todos eles. Precisávamos fazer alguma coisa. Nós precisávamos. Nós, que digo, somos nós contribuintes, eleitores, trabalhadores. Nós “povo”. Para começar, vamos extinguir o Senado. Podemos fazer isso.

    Direi como.

    Antes, faz-se necessário sublinhar que o Senado não é o único culpado pela minha saturação, que, suponho, seja a nossa saturação. A culpa cai sobre o Legislativo inteiro, do vereador verdureiro de um povoado do Tocantins ao nababo que se elegeu deputado federal por São Paulo a golpes de euros. Os parlamentares, enfim, eles com suas barganhas espúrias, com suas viagens de turismo patrocinadas pelas burras do Estado. Com sua demagogia.

    Mas não só os parlamentares. O Executivo também. Sobretudo o governo federal, que intumesce os quadros do funcionalismo para se eternizar no poder, que tolera e acalenta corruptos, que faz caridade com o dinheiro dos impostos. E também o governo estadual, com suas escolas de lata. E o municipal, com sua letargia crônica.

    O Judiciário, ainda que seja menos devassável, não é menos reprovável, com seus palácios de mármore e seu nepotismo figadal.

    Executivo, Legislativo, Judiciário. Se nenhuma peça funciona como devia, o defeito está no sistema. Nosso estilo de democracia não funcionou, temos que admitir. Esse modelo, baseado no norte-americano, teria de ser trocado. Mantendo-se a democracia, claro, mas de outro tipo. Um rodízio de governantes, como na Suíça. Parlamentares não remunerados talvez não fosse boa ideia… Sei lá. Sei que é preciso mudar.

    Mas não vai mudar, se não fizermos nada. Por isso, a extinção do Senado. Vamos tomá-lo como um símbolo. Vamos fechá-lo para sempre e adotar o unicameralismo, que existe em tantas nações.

    Como fazer? Assim: não vote para senador nas próximas eleições. Peça a seus familiares, a seus amigos, a seus colegas, peça a quem você encontrar na rua que não vote para senador. Espalhe essa mensagem pela internet, cole adesivos nos vidros do seu carro, grite que você se recusa a votar para senador. Em qualquer senador.

    Os senadores dignos, que há senadores dignos, como há homens dignos em todos os três poderes putrefatos, pois esses senadores dignos deveriam tomar a peito a campanha. Deveriam renunciar. Um Cristovam Buarque, um Eduardo Suplicy, eles deveriam subir à tribuna e, num gesto grandioso, desistir do mandato em nome do povo brasileiro. Os nossos senadores, Simon, Paim e Zambiasi, homens sérios, tinham de fazer o mesmo. Que as cadeiras do Rio Grande do Sul fiquem vazias no Senado. Que nenhum gaúcho, nenhum brasileiro vote para senador nas próximas eleições. Para gritar a nossa indignação, vamos fechar aquele lugar. Vamos acabar com os senadores. Ou, pelo menos, cobri-los de vergonha.

 

  • Parabéns! David!

Explicação para idiota entender!

Posted 10 18UTC pmbSat, 18 Jul 2009 21:08:57 +000008Sábado 18UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Políticos

Ou: aviso aos desinformados e aos alienados!

O ano tem 12 meses. O primeiro é janeiro e o último é dezembro. Os outros não vou dizer por que não estou aqui pra ser bobo de ninguém. Aquilo que o trabalhador regular recebe como 13º não é um mês, é um abono usado como tapa-buraco,  que tem a função subliminar de tornar o otário parte da massa que movimenta a economia natalina. Mas não é um mês. Não existe no tempo. A terra não alonga a sua órbita em mais 30 graus.  Aliás, deve ser citado como 13º salário, e não como 13º mês.

 Os profissionais ditos liberais que quiserem parar de trabalhar por um mês a título de férias tem um ano de onze meses. Mas eles são considerados, pela grande maioria, como uma elite, e ninguém dá a mínima para esta aparente perda que estes indivíduos sofrem. Mas sempre é bom lembrar que os impostos e os encargos que incidem sobre aquele mês inexistente permanecem vivos, assim como todas as despesas normais, pois ao contrário do 13º este mês não trabalhado existe.  O tempo não para. Usando o mesmo parâmetro astronômico explicativo a terra não salta 30 graus em sua órbita. Neste mês inclusive se come, se bebe, se adoece, e todas as necessidades fisiológicas permanecem inalteradas.

Mas há uma certa confusão semântica entre o que é mês e o que é salário. Na prática o conceito é: Se você recebe o mês existe. “Você já recebeu este mês?” “Você vai receber o mês de julho?” De modo inverso, se você recebe o seu salário e é roubado você perdeu o mês. “Roubaram o mês de julho do Zé!” Sendo redundante, é bom não esquecer que os meses que realmente existem para o brasileiro médio são quatro, a sua escolha.  Em 4 meses os seus salários ou meses vão para os impostos. Em outros 4 meses os seus salários ou meses vão para pagar a suas necessidades ligadas à saúde, à educação, à segurança, e à locomoção em geral, que já deveriam estar cobertas pelos quatro meses anteriores, mas que o governo se esqueceu de aplicar. Na verdade aplica! mas com uma falta de qualidade que lhe obriga a refazer a aplicação. Sobram 4 meses. Cinco se você recebe o 13º. Três, se você é um profissional liberal.

Mas, mesmo no Brasil, há um lugar das delícias. Enquanto a média do brasileiro vive com 4 salários, no olimpo se vive com 15 salários. Mais um 14º e mais um 15º. E mais um bonus-deboche: inexistem as despesas que o trabalhador comum tem naqueles 8 meses do recebe-paga-some-e-repaga. E mais um bonus-tripúdio: estas benesses podem ser manipuladas e multiplicadas livremente para o próprio usufruto do manipulador. Que maravilha! 

Seguindo o nosso raciocínio, que mescla conceitualmente o salário e o tempo estas pessoas privilegiadas vivem 15 meses por ano. Nós, em média, vivemos 4 meses por ano. Então estas pessoas vivem 3,75 vezes mais do que nós. A nossa expectativa de vida anda pelos 75. A deles  pelos 280… Não chega a ser uma imortalidade, mas, aos olhos dos Arigós dá para entender porque alguns ainda são considerados imortais!