O tesouro no baú de Deca.

Posted 10 22UTC pmbFri, 22 Jan 2010 14:00:38 +000000sexta-feira 22UTC 2006 by romacof
Categories: Histórias, Lendas

Atravessei rapidamente a avenida, ziguezagueando e fazendo pausas estratégicas, atento para os espaços deixados pelos carros em suas céleres sinas de transportar agressivos homens ocupado-deprimidos. Minha total concentração era alcançar em segurança a calçada oposta. Naquele momento não percebi que escorregava para uma incursão paralela e me vi junto a uma criança sentada no meio fio da calçada. Vestia o uniforme clássico dos mendigos e carregava um pequeno baú soberbamente decorado ao colo; um objeto incongruente combinado com os trajes e a pele suja do menino. Olhei em volta tentando uma identificação espaço-temporal, as vezes possível pelos traços arquitetônicos do lugar. Uma Veneza sem mar? Uma cúpula circundada por quatro minaretes? Havia um cântico lento e triste, de barítonos gregorianos, lamentando uma derrota para a morte. Na rua carruagens enegrecidas arrastadas por cavalos esquálidos circulavam lentamente. O sol da manhã dera lugar à uma neblina de uma tarde abafada. As sombras dançaram para o outro lado, e neste momento vi que o pequeno mendigo me olhava com uma olhar de quem tudo sabe, marotamente divertido com minha desorientação!

Uma ponte ou um guia? Os disfarces eram inúmeros e arrisquei: “ Uma moeda por uma explicação!”

Ele fez uma careta de quem está conversando com o maior idiota do mundo e retrucou quase ríspido: “Por quem me tomas ó forasteiro pleno de empáfia? As aparências enganam em Aqui-seja-lá-onde-for! Sou eu quem dá a moeda e ela é a explicação! Faço uma proposta filosófica simples! Sua única opção é aceitar! Se o teu raciocínio for correto ganharás um tesouro que permitira viver a loucura do lugar De-onde-vim. Com o raciocínio errado perderás o tesouro e abrir-se-á a porta para a loucura do mundo a que denominas O-mundo-real !”

“Qual é a lógica?” perguntei. “Se ganho, perco e fico aqui, se perco, ganho o direito de voltar para meu mundo! Você está apenas se aproveitando porque percebeu que perdi minhas referências. Qual são suas intenções, menino?”

E já não era um menino. Era um velho de barbas e cabelos brancos e desalinhados. As mesmas roupas rotas e sujas. Agora era um mendigo velho.

“Onde foi parar o menino?” perguntei sobressaltado com a abrupta mudança na aparência do meu interlocutor.

“Eu era o menino!” respondeu o velho. “Tua demora perdeu o agora! Estou sentado aqui esperando por uma resposta, e quase morri na espera… mas isto não tem importância, pois sabendo de onde se salta é irrelevante a história. Quando for o momento apropriado serei novamente um menino.”

“Mas como…?”

“Esqueça isto homem das perguntas lógicas! Comigo não há o perder ou ganhar. Comigo só há a loucura que vale a pena ser vivida. O teu conceito de ganho é uma quimera. O teu conceito de perda é o desconhecimento.”

“Loucuras e loucuras! Aonde está a sanidade?”

“Nunca ouvi falar desta insanidade!” E o velho riu até ficar sufocado e com os olhos cheio de lágrimas como se aquilo fosse a maior piada já contada sobre a face do planeta. Sentei ao seu lado no meio fio da calçada a espera que a crise passasse. Aos poucos ele suspirou, enxugou os olhos com a manga do casaco, e me encarou de forma mais sorridente. Aparentemente a gargalhada amaciara sua paciência para comigo.

“Não existe… tal coisa!” enfim conseguiu dizer. “Assim como não existe a realidade, a verdade, a impossibilidade… e a idade. Como vê pode ser um problema de rima! Mas sobre isto podemos divagar pelo resto de nossas vidas se você ganhar o nosso pequeno jogo.”

 “Não sei se quero arriscar a viver neste mundo…!”

“Deprimente? Este não é o meu estar! Aqui-seja-lá-onde-for é apenas um desvio! As respostas para quase todas as perguntas que teu cérebro lavado pode fazer não estariam aqui, pode ter certeza… aqui até existe gravidade; me lembre de anotar mais esta para as rimas!”

 “Então, qual é sua proposta!” arrisquei.

“Bem!” O velho me olhou dentro dos olhos com o mesmo olhar do menino que eu encontrara no início daquela história, e por um momento percebi que ele era realmente o mesmo indivíduo, só que muito mais velho. “Neste baú eu tenho um tesouro, ou não! Este tesouro pode estar aqui, ou não! Ontem ele esteve aqui, e amanhã ele estará aqui! A pergunta é: como este tesouro poderá ser seu agora, de forma absoluta e inquestionável?. Se você pegar o tesouro ele será seu e ficarás comigo, se você perder o tesouro, adios muchacho…”

Pensei: “… que absurdo! Devo perder para poder voltar para meu mundo; que forma torta de ganhar! A resposta certa é que ontem o tesouro estava aqui e amanhã estará aqui. Hoje pode estar ou não. Logo hoje não há certeza absoluta de que o tesouro esteja no baú. Se eu responder que quero abrir o baú agora tenho 50% de chances de estar certo, ganho o tesouro, e fico preso à charada deste louco. Mas espere! Agora não há forma de afirmar de forma absoluta que o tesouro estará no baú. Metade das chances são de que eu não ganhe o tesouro se optar por abrir o baú agora. Afinal, esta pode ser a opção certa! ou não! Que dilema! A menos que… a menos que eu opte por ver o conteúdo do baú no dia de ontem, que não existe mais, ou no dia de manhã, que ainda não existe. Só aqui e agora há 50% de probabilidade de encontrar o tesouro… então a resposta certa é abrir agora! A errada é abrir em tempos inexistentes, mesmo com a garantia de que nestes tempos o tesouro esteve ou estará aqui, pois eu não estou nestes tempos inexistentes, e portanto não posso interferir em seus momentos temporais. Como meu interesse é errar para abandonar este sonho louco devo escolher qualquer tempo com exceção do agora, para não ganhar o tesouro. O agora é o tempo certo, mas o jogo é de errar…! Vou descartar o ontem porque é ilógico demais, vou optar pelo amanhã, pelo qual, em teoria, poderei esperar, ignorando a premissa do: “como este tesouro poderá ser seu agora?” A palavra chave é agora !”

Meu devaneio foi interrompido pela voz rouca de um homem ainda muito mais velho. “Devo me reencarnar para esperar sua resposta ou sua mente brilhante já chegou a uma conclusão?”

“Cheguei!” – respondi. “ Vou sentar aqui com você e esperar até amanhã, pois o ontem não voltará, o agora não me dá certeza absoluta de que o tesouro está no baú, e você me afirmou que amanhã ele estará aí dentro!

Em um instante o velho pareceu carregar toda a infelicidade do mundo. “Meu nome é Deca! Já nos conhecemos.” – a lembrança do nome e das circunstância do primeiro encontro eriçaram meu cabelo na nuca. “Tu és uma das raras criaturas a quem foi oferecida a chance de mergulhar no universo e recusou. O que é mais triste é saber que você não desconhece a resposta verdadeira mas propositadamente optou por errar para ter a chance de voltar para o teu inferno. Gosto discutível! Só compreensível quando aplicado aos cegos! Não é possível saltar de um lugar onde se esteve um dia! Não é possível saltar de um lugar em que se estará um dia. Só é possível saltar do aqui e do agora. Todas as outras loucuras são irreais pois o passado e o futuro não existem. A única forma de acordar é saltar para o desconhecido, sem questionar, do momento presente. Tu continuarás o teu sonho das convenções estabelecidas como verdades…”

O velho desapareceu num átimo. A buzina irritada e estridente de um Megane desentorpecia meus sentidos. Saltei para a calçada sob os olhares curiosos dos transeuntes semi-anestesiados pelo calor do verão. O motorista baixou vidro e gritou:

“Chapado!”

Ainda penso nas últimas palavras de Deca: “Tu continuarás o teu sonho das convenções estabelecidas como verdades…”

Votos de ano novo UNIMED: “Muito dinheiro no bolso e saúde pra vender e vender!”

Posted 10 20UTC pmbWed, 20 Jan 2010 13:50:54 +000050quarta-feira 20UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Médicos

Tente, necessitando dos serviços da UNIMED Porto Alegre, e sendo um médico cooperado, apelar para o bom senso no número 0800-510-4747. Você terá dúvidas sobre a existência de vida inteligente no planeta Terra.

Tente pensar: “Eu NÃO sou médico! eu sou um irmão menor, peão de uma empresa qualquer que tem convênio com a UNIMED Porto Alegre.” Tente aumentar a dificuldade da equação e coloque uma pitada de envolvimento emocional: “… e as necessidades se referem ao meu filho”!

Suponha que você só tem condições de pagar a UNIMED Porto Alegre. No meu caso 160 mil reais de 1997 para cá. Pago para a UNIMED Porto Alegre porque não tenho (parece ironia mas não é) condições de arcar com as despesas sem um convênio. A minha realidade é a que a UNIMED pode oferecer. Se eu pudesse a minha realidade estaria fora da realidade. Se minha realidade fosse a do SUS seria uma outra dimensão, uma outra história…! Mas o SUS foi pago de janeiro a abril para o governo. A UNIMED foi paga de maio e agosto para que eu possa adoecer de setembro a dezembro.

Tente entender as variáveis da cobertura do convênio: há os serviços que na realidade-UNIMED não existem por que não fazem parte de um rol; há os serviços credenciados que necessitam de uma liberação da UNIMED para que se faça uma extensão do convênio; há os serviços que seu plano não cobre porque as regras do jogo mudaram no intervalo mas se esqueceram de lhe avisar. Tente achar o Dr Carlos Rizon fora do Olimpo, para estabelecer um contato não intermediado por Adrianes, Fábios, Alexandres, e tantos outros nomes que se perderam em 92 minutos de ligação. Nós NÃO SOMOS TODOS IMPORTANTES?…”NÃO HÁ OLHOS NOS OLHOS!”

Tente entender a trilha sonora de espera :“…EU SONHO COM UM MUNDO…EM QUE NOS OLHAMOS OLHOS NOS OLHOS… COMO IRMÃOS… PRESTANDO ATENÇÃO… CUIDANDO UM DO OUTRO… TODOS SENDO IMPORTANTES”. Esta propaganda suave e melífera, ocasionalmente, parecerá a você um deboche irônico e de mau gosto frente às situações individuais de cada ligação.

Tente ouvir esta música em intervalos de espera por UMA HORA E MEIA, enquanto seu filho está em um laboratório, refém da UNIMED Porto Alegre, a espera de liberações burocráticas para uma questão vital. Tente argumentar que se um procedimento estiver fora de cobertura, a UNIMED poderia cobrar do usuário o preço que repassaria ao laboratório, e apresentaria a opção de atualização posterior do convênio. O prestador não perde, a UNIMED não perde, não perde o usuário que está em uma sala de espera, fragilizado e aguardando uma decisão de um sistema impessoal, perde, pela desinformação, o titular do convênio, mas ganha a possibilidade de atualização, quando julgá-la lícita e necessária.

Tente comprar espaço nos calções dos jogadores de futebol para estampar a marca UNIMED em suas nádegas borradas… mas isto é mais fácil, embora mais caro do que os procedimentos glosados pela inércia gerada pela incapacidade de pensar, embora seja o outro lado da mesma história.

“Nossa vida é cuidar da sua”? Qual é o sentido de cuidar? Na máfia, quando havia um desafeto no grupo,  o capanga beijava a mão do padrinho e lhe sussurrava ao ouvido: “O padrinho quer que eu cuide da saúde dele pro senhor!” E o boss respondia: “…mas poupe-me dos detalhes e que seja longe do meu tapete!”

Vá fazer votos de não stress na virada de ano novo!

Links relacionados:

http://romacof.wordpress.com/2009/11/25/mais-uma-da-unimed/

http://romacof.wordpress.com/2009/03/19/afinal-qual-e-a-tua/

Medicina Ortomolecular

Posted 10 17UTC pmbSun, 17 Jan 2010 22:57:17 +000057domingo 17UTC 2006 by romacof
Categories: Médicos

Caro Arthur! Embora tenha a sensação de que sua encomenda esconda o propósito de que eu dê a cara a tapa, vou subir nesse balão!

As opiniões dos “especialistas” sobre os vários tipos de medicinas alternativas, entre as quais a ortomolecular, costumam ser expressas e defendidas de forma dogmática. E as opiniões contrárias são rechaçadas com uma cruz em riste. O fato é que as medicinas alternativas, por definição, carecem de uma metodologia experimental que as consagrem como inquestionáveis. A própria alopatia, com todo o seu aparato para exames e diagnóstico, com todo seu arsenal medicamentoso e técnicas invasivas, com toda uma história milenar de erros e acertos, e com todos os modernos ensaios científicos, não pode ser rotulada como infalível. As medicinas, por definição, são ciências inexatas. Nenhuma modalidade pode ser definitiva como a dona da verdade. Como as religiões. O bom está na mistura. O bom está no bom senso. O bom está na forma como o objeto, o paciente ou a doença, pode ser atingido. Até a imponderável fé pode ser considerada determinante em alguns casos!

A medicina ortomolecular se baseia na premissa de que um organismo carente de um determinado elemento ou substância pode ser corrigido ou equilibrado pela adição daquilo que caracteriza a carência. Podemos definir este propósito de forma mais ampla e natural: coma de forma correta e completa, beba líquidos saudáveis e em volumes adequados, respire um ar limpo, movimente seus músculos de forma harmônica e em intensidades produtivas, evite a formação de radicais livres, informe-se, estude, seja altruísta, ame algo ou alguém, adube a terra de forma balanceada, não polua o meio ambiente, não fume, não se embebede, evite as subtância neurotóxicas, conserve energia, cuide do planeta, e não minta. Ou, de forma bem simplificada, aconselhe-se com um nutricionista, pratique esportes e seja otimista.

O próprio Linus Pauling a quem se atribui os fundamentos da medicina ortomolecular, e que demonstrou o uso da vitamina C como protetor contra a gripe, posteriormente, após conferir todas as variáveis envolvendo a incidência da gripe e a ação inibidora da vitamina C, concluiu que teria que comer 200 laranjas por dia para realmente estar protegido.

Há cerca de 20 anos, no lugar em que vivo, houve uma onda ortomolecular. Colegas abraçaram esta causa, montaram consultórios, fizeram convênios com laboratórios de análise americanos para onde mandavam malotes de madeixas. Recebiam laudos extensos com a composição química do cabelos de seus clientes. Estes exames eram significativamente caros. Preparavam cápsulas que continham, em teoria, a correção dos desacertos moleculares dos pacientes. Estas cápsulas eram significativamente caras. E a magia da promessa cientificamente explicada da medicina ortomolecular lotou salas de espera. E as consultas eram significativamente caras. Mas o tempo, aquele juiz implacável, estendeu a sua toga. O resultado prometido aparentemente levava muito tempo para se fazer sentir. O preço passou a doer. As hortas caseiras e as feiras ecológicas tinham um custo irrisório. As academias e piscinas tornaram-se mais prazerosas e produtivas. E a moda passou.

Um dia vai voltar. Um pouco porque o princípio é correto, embora incompleto, e os métodos sejam questionáveis. Um pouco porque as pessoas esquecem e voltam a comprar colchões magnetizados e torneiras com filtros de carvão ativado. Um pouco porque é necessário manter o encanto. Um pouco porque há os espertos.

Ano novo das coisas velhas!

Posted 10 11UTC ambMon, 11 Jan 2010 01:05:38 +000005segunda-feira 11UTC 2006 by romacof
Categories: Órfã

Assim como ninguém entra no mesmo rio duas vezes, porque nós mudamos e o rio muda. Não se entra em um novo ano apenas aparentando o retorno ao ponto de origem da órbita, porque o Sol também orbita velozmente em seu braço galáctico ao redor do buraco central da Via Láctea, arrastando o planeta que nos acolhe.  A própria galáxia acelera em direção a um ignoto destino, numa trajetória maluca de espirais compostas, com um pé no Big-Bang e outro em um teórico Grande Atrator. Se ainda enquadrarmos a Terra numa dimensão temporal a visualizaremos como uma minhoca longuíssima, cor azul-esverdeada, se contorcendo intrincada e cosmicamente. Como nós, os humanos, na concepção dos tralfamadorianos, ao tomarem como base  o abduzido Billy Pilgrin de  Kurt Vonnegut, éramos vistos como imensas centopéias cor de rosa-carne: na extremidade definida como início, com perninhas roliças, corpos macios, e cabeças grandes e graciosas, e com pernas longas e trôpegas, corpo encurvado, pele  pergaminácea, e cabeças tristes, na outra ponta convencionalmente chamada fim.

De qualquer forma a cada instante miraculoso outro ser nasce das cinzas da morte do instante imediatamente passado e irretornável. Não é possível ser o mesmo ser dois instantes seqüentes. Então cabem votos e promessas de passagem de ano e aqui vão os meus ,ou minhas:

Deixei de ser uma voz que grita no vácuo contra os políticos e outros canalhas que nos azucrinam descaradamente como se isto fosse a coisa mais natural e defensável pelo sistema e pela justiça. Eles estão pouco se fudendo para os meus gritos, e aparentemente o grupo que comunga com a minha indignação é mínimo, ou inócuo, ou idiota, a ponto de achar bonito, interessante, pitoresco, infame, e se acobarda sem ecos que fomentem a continuação do ato do palhaço. Quero que se explodam! Vou continuar anulando  meu voto e achando a democracia uma farsa e afirmando que político a priori é gatuno e psicopata até que se prove sua inocência ou sanidade. E ponto final! E sobre este assunto passo doravante a só responder perguntar quando forem feitas (o que duvido!)! Cansei de enfartar sob aplausos.

Reafirmo que a ética médica é uma senhora gorda que cuida de um prostíbulo, e a quem ninguém dá ouvidos, pois ela não fala de rendimentos, o que a torna desinteressante para os comerciantes da área.

Continuarei pensando, mas não verbalizando, que a religião matou o deus apregoado em nome da posse da verdade. Deixamos de ser humanos. A religiosidade pura aplicada pela consciência do altruísmo a muito deu o lugar aos fanatismos egoístas dos donos da verdade auto-proclamada como única. Pior do que o estúpido destituído de cultura é o sábio culto e cego aos ditames óbvios da humanidade dos simples e puros. Devemos urgentemente criar um deus real para salvar o que já foi dito mas não foi compreendido. Devemos nos unirmos aos mais antigos, e sair desta matéria sórdida que nos aprisiona, e deste pensamentos tortos que nada transmitem. E tudo está por aqui, e só parar, e ver…!

2010 será de pensamentos agradáveis, humorísticos, profundos, apoemados, cheios de mensagens ocultas para quem curte o zen, de ficção, de fábulas, de parábolas, e de imagens do mundo que não se vê com olhos de só olhar.

CQC

Posted 10 26UTC pmbSat, 26 Dec 2009 14:29:39 +000029sábado 26UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Políticos

Eu não conhecia! Eu não sabia que existia! No Natal minha filha me apresentou, via You Tube, ao CQC.  Tentei várias formas de descrever meu choque frente ao aculturamento das criaturas entrevistadas e optei pelo link. Quem quiser entender que clique nele. Não sei se estou mais boquiaberto pelas imagens, ou por saber que aqueles seres são eleitos pelos nossos votos! Por saber que há quem vote em senadores e deputados!

CLIMA-TÉRRICO

Posted 10 21UTC pmbMon, 21 Dec 2009 13:53:26 +000053segunda-feira 21UTC 2006 by romacof
Categories: Histórias, Lascas, Lendas, Poeminhas, Políticos, Textículos, Órfã

NO! WE CAN´T!

BASTA !

Posted 10 07UTC pmbMon, 07 Dec 2009 12:03:34 +000003segunda-feira 07UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Políticos

Às vezes eu fico com pena das pessoas que ainda acreditam na democracia, no processo eleitoral, e de que tudo isto ainda tem uma solução pelos métodos em vigor. Aqueles que acreditam na ética política devem ter percebido que ela deixou de ser parâmetro de escolha a muitos mensalões atrás. Aqueles que acreditam em ideologia política devem ter percebido que todas deram lugar ao fisiologismo, à avalanche de maracutaias, aos interesses corrompidos, aos inacreditáveis subornos e às consciências vendidas. Os nossos políticos só mencionam suas diretrizes como artifício eleitoral, da boca pra fora, sem nenhum significado real e sem nenhum compromisso com a verdade. Num país em que até prova em contrário todos somos corruptos, filhos das deslavadas atrocidades contra a boa fé do eleitor, fica, a cada dia mais evidente, a necessidade de um BASTA!

Uma vez que a democracia, alicerçada nos valores vigentes, é uma utopia. Uma vez que a sistemática eleitoral é apenas um engodo para que os interesses econômicos se perpetuem no poder, nós temos a obrigação cívica de dar um BASTA!

A base da pirâmide não pode apenas aparentar que sustenta o todo. Nós, a base, temos o poder de dar sustentação à pirâmide. Da forma que está nós somos votos comprados. Votos corrompidos, votos sujos, votos acomodados, votos omissos, votos indiferentes, votos obrigatórios. Nós somos votos cabresteados. Nós somos aliciados com um direito de escolher o “menos pior” travestido de salvador pelo marketing.

Se a base se recusar a ser cúmplice neste descalabro a pirâmide ruirá! Nós não só temos o poder de fazer uma revolução democrática pelo voto; NÓS TEMOS A OBRIGAÇÃO DE FAZER UMA REVOLUÇÃO PELO VOTO. Todos  do quadro político, sem exceção, são nossos funcionários. Nós os contratamos. Nós pagamos os seus régios proventos. Nós permitimos que eles legislem sobre o que é público, portanto nosso, mas a  favor deles próprios. Nós é que estamos permitindo o roubo, as imunidades, as impunidades, as pizzas, os panetones, e o menosprezo com os denominados “direitos democráticos do cidadão”. Tudo documentado pela mídia, com imagens, sons, cores e orações! no mais desmesurado deboche! Tudo vomitado em nossa cara, nos chamando de  povo estúpido e incapaz de gritar: BASTA!

O voto nulo não anula uma eleição. As regras pré-estabelecidas trazem embutidas a salvaguarda contra esta possibilidade. Mas, um número significativo de votos nulos balançaria toda a pirâmide. Teria repercussões internacionais. Obrigaria a elite, os políticos, os estudiosos, os meios de comunicação, os juristas, e o povo, a pararem para analisarem o fenômeno. Para questionarem a validade do sistema. Para perguntarem por que o cabresto está se partindo. Porque os eleitores estão dizendo BASTA!

Um dia a democracia significará: “governo do povo, pelo povo e para o povo”.  Então poderemos  votar!

E por falar em deboche, você viram qual foi o tema da redação da “2ª tentativa” do ENEM este ano? Respondo: “Ética e Corrupção”!

O fim do mundo está próximo! Faça uma festa!

Posted 10 04UTC pmbFri, 04 Dec 2009 21:40:32 +000040sexta-feira 04UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas

Você está assustado com o fim do mundo previsto pelo calendário maia para 2012? Você está consternado porque comprou um carro em noventa prestações e não vai ter tempo para quitá-las? Você está indignado porque vão lhe privar da copa de 2014? Seus problemas, literalmente, acabaram! O mundo tem grandes probabilidades de acabar ANTES DE 2012!! graças a um esforço multinacional de 10 bilhões de dólares! transmutados no Grande Colidor de Hádrons, a máquina de 27 km de circunferência construída na fronteira franco-helvética, que pretende desvendar os segredos do Big-Bang, descobrir o bóson de Higgs, e com um pouco de sorte (ou azar, conforme o prisma utilizado na análise), gerar pequenos buracos negros.

Hawking afirma que não corremos riscos definitivos na experiência prevista para os primeiros meses de 2010 (já que houve um tilt-puft devido a um fio desconectado na primeira ligada em 2008, para desilusão dos suicidas que esperavam uma apoteose sem culpa) – imaginem achar um fio desconectado (ou roído por um rato, ou por um anjo) num túnel com 27 km de extensão e com a largura para passar um trem!

Já os partidários do apocalipse evitável, entre as trocas de calças, jogam pedras jurídicas e técnicas, argumentando que buracos negros só são minúsculos ao nascerem, e que em sua ávida voracidade intrínseca logo passarão a atrair os átomos próximos em exponencial aceleração, proporcional à sua massa crescente. Alguns puristas calculam que entre o “ops” e o “fudeu geral” teríamos um lapso de 45 dias.

Isto já é mais preocupante! Tremo em ter que agüentar o Galvão narrando o fim do mundo por um mês e meio! Teríamos a vinheta do esquadrão de filmadoras voadoras ao som de tatarã tatarã tatarã tatá a toda hora, com breves aparições de repórteres da Globo, esbaforidos e esbugalhados: “Bom dia, Fátima, estávamos transmitindo daqui, a uma distância relativamente segura, mas os especialistas afirmam que na atual taxa de aceleração, dentro de 1 a 10 minutos poderemos ser atingidos peelaa beeeiiiraaa dooooo buuuuuu…”.

Eu preferiria um fim mais abrupto!

Se tudo acontecer conforme desejam os idealizadores do experimento será sem dúvida um avanço revolucionário, e já há os que, gaiatamente, ensinam, pela internet, a construir o SEU PRÓPRIO Acelerador de prótons.

Mas como eu acho que a espécie humana deve estar preparada para o pior (repito: ou melhor, conforme a interpretação), a pergunta que eu faço é: o que você faria nos 45 dias finais? já que ficar de plantão frente à TV me parece mórbido demais!

Eu faria tudo que minha cardiologista me proibiu de fazer há 9 meses!

DEM – Dinheiro Escondido na Meia!

Posted 10 02UTC ambWed, 02 Dec 2009 11:00:52 +000000quarta-feira 02UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Políticos, Textículos

Cai mais uma máscara! Você ainda confia em políticos? Dirão os juristas: “Todos somos inocentes até que se prove a culpa”! Se, naquele vídeo, estivesse você escondendo dinheiro na meia, porque os bolsos já estavam cheios, alguém tem alguma dúvida de que a oratória seria:  “Contra as images escarradas gravadas por Durval  Barbosa não há argumentação!” O DEM (Democratas, antes PFL,  irmão do PDS,  filhos da Arena, sustentação da ditadura, numa sopa de letras que transformou o sapo em príncipe graças ao aculturamento nacional) vai investigar! Investigar? Exatamente o quê? Se o governador apenas coçou a canela? Se havia uma micose maior no saco, e portanto, e apenas por esta razão, não foram usadas as cuecas? E Rei Lula acha que “as imagens não falam por si” (contrariando a máxima de que uma imagem vale por mil palavras)!  Nosso rei pode dizer qualquer coisa com o respaldo dos pre-julgados Mensalão e Arquivamento-Sarney! Mas não quero dar à este pequeno texto, ou textículo, ares de tratado sobre a corrupção. Você, caro e ocasional leitor, tem alguma dúvida de quem são otários que continuam a confiar em políticos? Vou desenhar para ficar mais claro:

NÓS, OS QUE VOTAMOS, SOMOS OS OTÁRIOS!

Que paradoxo para os Arruda! Enquanto meteoricamente sobem as coxas de Geyse, despencam as canelas de José Roberto.

Brazil, o país dos tolos.

Mais uma da UNIMED!

Posted 10 25UTC pmbWed, 25 Nov 2009 21:52:42 +000052quarta-feira 25UTC 2006 by romacof
Categories: Lascas, Médicos

Lendo Crônicas Urbanas da Mônica encontrei este link que demonstra o lado podre da UNIMED. É uma história que se repete. Mas vou repetí-la até ficar com calo na língua. Um dia alguém vai conseguir ver a diferença entre uma vida e a bunda de um jogador de futebol! Ou nós temos que questionar seriamente nossa existência como espécie.

http://www.youtube.com/watch?v=cJi8a5BrjA8

Abaixo o link de uma outra história unimédica postada em março mas que continua atual. Uma experiência própria, que no contexto merece ser lembrada.  Se acontece com os médicos imaginem o que não acontece com os leigos!

http://romacof.wordpress.com/2009/03/19/afinal-qual-e-a-tua/