A relação das endívias com os chifres.

Publicado 28/12/2011 por romacof
Categorias: Piadas, Realidade

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Sou ex-cátedra em equívocos tais como a da relação entre o touro e as aspas, o que determinaria que toda vaca é mocha. (Mico pago e só morto aos dezoito. Fazer o quê?) Há pouco tempo, num almoço em família, confessei minha frustração ao descobrir, já aos quarenta e me esqueci, que o sagu não dava em tenras vagens de interior felpudo colhidas sob frondosas árvores de um extenso e fresco saguzal. Após risos gerais uma arquiteta presente perguntou: “Então como é que eles nascem?” O que, obviamente, desencadeou uma nova e apoplética onda de gargalhadas. (Ela jamais esquecerá!) Isso prova que algumas certezas que se tem pela vida não são tão certas assim.

Agora, a propósito da ceia de Natal, foi dito que teríamos endívias recheadas. Após alguns segundos alguém perguntou: “Pescadas aonde?”

Irresistível! Passei uns quinze minutos dissertando sobre a origem das endívias pescadas no Mediterrâneo no inverno europeu, que na primavera descem pelo Estreito de Gibraltar até os Açores onde se acasalam com as lascívias, muito mais lúbricas do que as endívias, quando recebi um cartão amarelo de minha esposa e fui pra casa.

Em vinte ou mais anos o ignoto instruído sobre endívias mediterrâneas cairá na realidade e me rogará pragas que não me atingirão no além túmulo. Como é rica a língua brasileira. Como é gostosa a vingança. Pois aquele que hoje não sabe o que é endívia é da mesma espécie daquele que um dia me disse que o touro era o que tinha chifres.

Toma!

Carro sem freio! (vá de leve no acelerador)

Publicado 01/12/2011 por romacof
Categorias: Realidade

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A matemática explica por que temos a nítida impressão de que o tempo está indo cada vez mais rápido. Veja bem! Um ano que passa representa 2% da vida de um indivíduo de 50 anos. Por outro lado representava 20% da vida de quando ele tinha 5 anos. Dois por cento do tempo sempre será dez vezes mais rápido do que vinte por cento. Em vinte por cento do tempo aparentemente podíamos fazer dez vezes mais coisas do que podemos fazer em dois por cento do mesmo tempo.  Por isso o tempo custa tanto a passar quando se é jovem e voa quando se tem mais idade. É por isso que o dia de fazer a primeira carteira de motorista parece que nunca chega e posteriormente, quando você percebe, já é tempo de renová-la. É por isso que o futuro de uma criança é uma eternidade e o passado de um velho é um piscar de olhos. O jovem que deseja ser adulto rapidamente não sabe o que está dizendo. Não queira acelerar este carro, ele acelera sozinho… e o freio não funciona.

Sexo Seguro

Publicado 25/11/2011 por romacof
Categorias: Piadas, Realidade

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Na faculdade, há 40 anos, corria uma piada, agora velha, mas que exemplificava perfeitamente as conseqüências do sexo sem camisinha:

O estancieiro rico mandou o filho pra capital “pra estudar pra ser engenheiro-construtor”. Lá, o estudante, longe da censura paterna e se sentindo abonado com a mesada que recebia se tornou um assíduo freqüentador dos mais chiques bordéis. Todo mês fazia uma relação de suas despesas e mandava para o pai, numa carta, para que o velho continuasse a fazer os repasses de acordo com as suas necessidades. Assim, escrevia: “Faculdade: 800 contos; aluguel: 600 contos; alimentação: 400 contos; livros: 300 contos; vestuário: 200 contos; locomoção: 100 contos…” E, cuidando para não chocar o pai com a natureza de suas atividades extracurriculares, acrescentava: “… marteladas: 4.000 contos.” O pai, não entrando no mérito do que seriam as marteladas, ou julgando que aquilo deveria ser algo relacionado com a faculdade, fielmente mandava o dinheiro.

Aconteceu que a pecuária passou por momentos difíceis e começou a ficar caro para o estancieiro sustentar o filho na capital. Então o velho mandou uma carta explicando a situação e acrescentou uma nota em que dizia: “Se possível, procura diminuir as despesas nas marteladas!” O filho até que tentou e nas cartas seguintes escrevia: “… marteladas: 2.000 contos.” Mas o pai do guri, se vendo cada vez mais apertado, mandou um telegrama: “Situação difícil! Manera nas marteladas!” E a resposta imediata passou a ser: “… marteladas: 1.000 contos.” E depois um compadre do velho passou pela capital, encontrou o estudante, e disse: “Olha! A situação do teu pai está desesperadora! Corta essas marteladas ou ele vai mandar chamar você de volta pra estância!” E o relatório mensal de despesas começou a contar com coisas do tipo: “… marteladas: 100 contos.” E depois: “… marteladas: 50 contos.” E ainda: “… marteladas: 10 contos.” E por fim, para alívio do pai do esforçado martelador, foram suspensas as referências a quaisquer despesas com marteladas.

Dois meses depois o estancieiro recebeu um telegrama lacônico: “Conserto do martelo: 30.000 contos.”

Naquela época não se falava em camisinha. Uma temida doença venérea poderia ser tratada com antibióticos e no máximo tiraria o guerreiro da luta por algum tempo ou prometeria uma prostatite para o futuro. Os cuidados se resumiam em ter certeza se a guria não era menor, nem de família, se usava pílula, e se, apesar de todas as precauções, não ficara embuchada.

Pois hoje, com tudo que se sabe sobre prevenção, com tudo que é propagado e ensinado, ainda tem esperto que me aparece com gonorréia ou sífilis, argumentando que transar com camisinha é a mesma coisa que chupar bala sem tirar do papel.

Pelo menos vão pensar assim até que o martelo apodreça e caia.

Meu IPod deu pau.

Publicado 24/10/2011 por romacof
Categorias: Realidade

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Um cunhado me perguntou: “…onde estão as brahmas pra por na frigidaire?”

Há marcas que se transformaram no termo designativo do objeto. Como “gillette”, “bom-bril”,  “modess”, “jeep”, “quiboa”, “omo”, e tantos outros, independentemente da origem comercial de cada um. Há clichês ligados a uma determinada marca que se transformaram em expressões. É assim com “põe na Consul”, “só pode ser Brastemp”, e “o primeiro Gradiente ninguém esquece!” No meu caso, em relação ao primeiro Gradiente, posso afirmar que ele realmente se transformou num objeto inesquecível. Tanto que a reação automática, quando me oferecem um, é dizer: “Não!”.

A lavagem cerebral televisiva criou outros ícones comerciais que ocasionalmente viraram piadas. Nada corta melhor do que uma “faca Ginsu” (a que tem 52 anos de garantia). Talvez só não corte as “meias Vivarina” (a ideal para quem tem gatos). Você não poderá viver sem os “óculos Ambervision” (testados cientificamente). Principalmente quando costuma riscar e por fogo no capô do carro para depois poder usar a (lendária) cera “Auri-Shine”, ou para proteger os olhos quando sua namorada tira a blusa e está usando (o sensual e auto-adesivo) “Invisible Braw”. Quanto à Ginsu afirmo que tenho uma que sai da validade em 2045 e está cortando muito bem há 18 anos. (Embora eu nunca tenha cortado canos de chumbo com ela como o comercial recomenda!)

Enquanto algumas marcas ficam pra substantivar objetos, alguns objetos vão sendo colocados na antecâmara dos museus. Alguém já teve um Três em Um Panasonic (rádio AM-FM estéreo, gravador de fita-cassete e toca-disco)? O fita-cassete era auto-reverse? O toca-disco reproduzia só os long-plays de vinil a 45 rpm ou podia converter para um goma-laca de 78 rpm? Se o tempo rapidamente atropela o CD, e já está out um MP3 player, imagine um Três em Um.

Da mesma forma que ninguém mais “bota um vinil na vitrola!”, quando se pergunta se “tem uma USB livre pro pendrive” se corre o risco de chegar atrasado e tropeçar num invisível Blue-Tooth.

E agora meu IPod deu pau… coisa velha é assim mesmo!

O símbolo não é tudo, mas o que ele simboliza é significativo…

Publicado 22/10/2011 por romacof
Categorias: Médicos

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O símbolo não é tudo, mas o que ele simboliza é significativo… O caduceu símbolo da medicina era um bastão de madeira com uma cobra enrolada. Assim era o cajado de Asclepio, deus grego da cura, que os romanos traduziram como Esculápio.

Quando os estadosunidenses entraram no teatro civilizatório fizeram alterações na simbologia greco-romana e, nas várias guerras em que se envolveram, os indivíduos que trabalhavam no “Medical Department” (daí MD) carregavam na jaqueta, como insígnia, uma haste com duas cobras enroladas encimada por um pequeno globo e um par de asas abertas. E este símbolo hoje é usado, equivocadamente, como sendo o da medicina.

Porém o símbolo substituto adotado pelos americanos é o caduceu do deus Hermes (Mercúrio) e representa uma outra profissão, o Comércio, que embora seja nobre, e ocupe um lugar fundamental nas relações humanas, permite todo o tipo de interpretação quando relacionado com a atividade que no ocidente tem o grego Hipócrates, um asclepíade ateniense, como pai.

Ou talvez  os médicos que aceitaram a americanização da simbologia estejam, inconscientemente, demonstrando que hoje a medicina é considerada um comércio e estão se lixando para a troca dos símbolos simplesmente por que isto os satisfaz.

 

 

Três Cachoeiras entre os maiores!

Publicado 14/10/2011 por romacof
Categorias: Realidade

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Você pode sentir orgulho ou se esconder, depende da notícia. Mas aquele que é morador de Três Cachoeiras, ou tem alguma relação com a cidade, sempre se interessa quando falam dela nos meios de comunicação. Para quem não lê jornais, principalmente as letrinhas miúdas, aqui vai uma pérola que de forma indireta fala dos nossos votos. Coloquei numa tabela coisas coletadas no IBGE (colunas A, B e C), na Fundação de Economia e Estatística (colunas E e F), na ZH de hoje (col G e H), e nos velhos cálculos da matemática euclidiana ensinada no ensino fundamental. Como se vê há coisas inegáveis que dificilmente nos tirariam o primeiríssimo lugar. Já dizia o macaco: “Nem quero que me expliquem; eu só queria entender!”

Clique na tabela para ampliar.

 

A proibição das anfetaminas.

Publicado 06/10/2011 por romacof
Categorias: Medicamentos, Realidade

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A polêmica da hora está por conta da proibição das anfetaminas. Para quem não sabe as anfetaminas são drogas usadas para emagrecer (femproporex, mazindol e anfepramona, também conhecida como dietilpropiona), mas como um dos seus efeitos colaterais é tirar o sono muitos usam essa droga para ficarem ligados. Na estrada os motoristas as conhecem pelo apelido de arrebite ou rebite. A ANVISA proibiu. O Conselho Federal de Medicina pretende entrar na justiça pra derrubar a decisão da ANVISA. Num pacote paralelo aumentaram a restrição comercial à Sibutramina, um antidepressivo utilizado como inibidor do apetite, que já não é usado, por conta dos possíveis riscos para a saúde cardiovascular do usuário na América do Norte, em quase toda Europa, na Austrália, na Argentina, no Uruguai e no Paraguai.

A pergunta é: adianta proibir ou restringir? Recentemente houve uma normatização pela ANVISA no uso dos antibióticos que incluía a venda mediante receita em duas vias. Isto ocorreu em 28 de novembro do ano passado e as farmácias tinham 180 dias para se adaptarem às novas regras; ou seja: até o fim de maio passado. Mas continuo a ver todos os dias pacientes se automedicando com anti-infecciosos comprados e usados conforme a receita da comadre. Cada dia fica mais difícil encontrar uma conduta eficaz contra certas bactérias.

Quem nos garante que as proibições atuais realmente surtirão efeito? Já existe um comércio ilegal para os anorexígenos. O arrebite pode ser adquirido como troco nos lugares que comercializam drogas mais pesadas. As anfetaminas só foram levadas oficialmente à clandestinidade e logo ganharão o status de pecado. Portanto muito mais atraentes!

A proibição total é quase tão nociva quanto a liberação total. Quem fabrica extra-oficialmente vai continuar fabricando, mesmo por que o lucro é muito maior do que a multa ocasional. O dependente químico vai continuar comprando, certamente com um pouco mais de trabalho e gastando mais. Quem vende também terá mais trabalho, mas ganhará mais. E isso tudo vai acontecer mesmo que os médicos sejam proibidos de receitar. Nada resolveria, a curto prazo, educar os  usuários e os potencialmente usuários; talvez no futuro isto seja útil, mas muita água vai rolar antes de mudanças notáveis serem visualizadas. Como a dor no bolso é a que realmente deixa marcas memoráveis, acho que o caminho é liberar, normatizar e taxar as eventuais irregularidades. Mas taxar muito bem! E isso vale para a maconha, para a cerveja e para os comerciais idiotas.

Vivo numa terra de caminhoneiros há 30 anos e eles sabem que receita de arrebite nem pagando muito bem. Não me interessa um consultório com fila pra comprar esse tipo de receita. Não quero nem um boteco com fama de boca de fumo. Quando um paciente me pergunta se usar arrebite faz mal pra saúde  eu respondo: que a mulher dele é jovem e bonita, que e os filhos dele são novinhos, e que se ele for ao banco e fizer um seguro de vida coxudo em nome da mulher e dos filhos, por mim ele pode se arrebitar até ficar mais travado que caminhão na lomba. Se o arrebite não fizer mal ele só vai sentir uma dorzinha no bolso. Se fizer mal a família dele vai chorar feliz.

A história do carossel bancário.

Publicado 04/10/2011 por romacof
Categorias: Realidade

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 Sigam o meu raciocínio, e me digam se não é difícil para um leigo entender a coisa toda. Desde que começou essa novela das crises econômicas – um dia com a Grécia mal das pernas e no outro a Itália, sem esquecer a ameaça de calote estadunidense, com a gangorra do dólar e o euro em cheque – a economia mundial, como um todo, perdeu (segundo Alexandre Tombine) cerca de 10 trilhões de dólares!

Deixa ver se entendi! Um sistema fechado (pois tanto quanto se sabe a Terra não tem negócios com nenhum outro planeta) perdeu 10 trilhões de dólares? Mas como isso é possível? Num sistema fechado o dinheiro não pode virar fumaça. No máximo ele muda de dono. Alguém perde, mas alguém ganha. Logo a economia não poderia perder tal soma. A menos… a menos que esta bagatela tenha sido dada como perdida, mas, na verdade, nunca tenha existido. Quem sabe deveríamos dizer que foram perdidos os valores que estavam sendo especulados numa projeção de ganhos, ou que havia uma falsa valorização de bens no mercado futuro, ou a rentabilidade virtual para as aplicações que possivelmente seriam feitas já haviam sido computadas como saldo real. Sei lá! O economês é tão criativo na terminologia para definir o vento!

Houve um tempo em que não havia essa história de compensação automática dos cheques – ela durava até 3 dias. Não havia internet e o computador era um trambolho do tamanho de um contêiner que só sabia alguma coisa se engolisse caixas e caixas de cartões perfurados. O cara no aperto tinha uma conta em três bancos. De dois em dois dias, numa seqüência, corria ao 1º banco e fazia um depósito com um cheque do 3º banco, que ao ser compensado cobriria o furo deixado por um cheque do 1º banco, que fora depositado no 2º banco para cobrir o buraco deixado por um cheque do 2º banco, que fora depositado no 3º banco para não deixar a descoberto o cheque depositado no 1º banco lá no começo do ciclo, e assim ad eternum, ou até que sobrasse algum dinheiro. Essa manobra recebia o nome de carrossel. O dinheiro só existia na promessa expressa nos cheques colocados em compensação. Se isso fosse descoberto dava cadeia.

Mas hoje não dá mais! Claro, você precisa ser no mínimo dono de um banco. E se o carrossel quebrar quem vai pagar a conta é um grego, ou um italiano, ou você!

Como ser feliz!

Publicado 30/09/2011 por romacof
Categorias: Política, Realidade

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…o parlamentar é um empregado nosso que foi contratado para votar nas inúmeras coisas nas quais, em princípio, seriam necessárias as nossas opiniões, mas não podemos estar lá, por que temos que trabalhar para que o país ande…

 

CHEGA! A partir de hoje o assunto política está banido do Cágado! Este é o último post a respeito. (Como se os ladrões da ocasião estivessem preocupados com isto!) Vamos brindar ao arquivamento das denúncias contra Valdemar Costa Neto. Brindemos também ao voto secreto daqueles em quem nós votamos para que não votassem secretamente nas coisas que são de nosso interesse. Afinal, em última análise, o parlamentar é um empregado nosso que foi contratado para votar nos assuntos sobre os quais seria necessária a nossa opinião, mas nós não podemos estar lá, por que temos que trabalhar para que o país ande. O mínimo que se espera deles é que votem certo! Mas para isto precisamos saber como eles estão votando! (Tão simples!) Contudo as manhas do fisiologismo permitem que os nossos empregados trabalhem em segredo! Votando não pelo interesse daqueles que os elegeram, mas pelo interesse deles próprios, secretamente, em conluio, como fazem os bons profissionais do ramo, que têm tudo a esconder, seus rabos presos, suas rapinagens, e Deus saiba mais o quê! (Parece piada!) Brindemos ao bonitão do mensalão e às suas declarações emblemáticas tais como “…quero que vossas senhorias provem as infâmias que dizem contra minha ilibada conduta…”, enquanto a própria mulher (do nobre deputado) afirmava que muitas vezes observara as malas de dinheiro circularem em torno de Valdemar. (Águas passadas!). Brindemos à sua renúncia para evitar a cassação. Brindemos à sua reeleição guinchado pelo fenômeno Tiririca. (Povo burro, no fim, deve comer capim!) Falando de Vavá (Ficamos íntimos nos últimos anos!), brindemos à sua ação “regularizadora”, mais recentemente, no quem-vence-as-licitações no Ministério dos Transportes. E brindemos, fechando o círculo, ao arquivamento das denuncias contra ele. De tabela podemos brindar às lágrimas de Jaqueline Roriz. E brindemos, de forma mais abrangente, à pouca vergonha na cara do parlamento brasileiro (onde é difícil acreditar que haja alguém honrado, pois se existisse tal hipotético alienígena, hoje ele deveria estar berrando de indignação!). E por último, brindemos! Pois uma coisa é certa! Eles estão brindando e rindo das nossas caras! CONTINUEM VOTANDO NELES, PANACAS!

Minha esposa fez um comentário ao meu discurso apoplético sobre a falta de ética vomitada em nossas caras. (Ética, para quem não sabe, é aquela senhora gorda que foi esfaqueada pela classe política desse país!): “Pra que ficar deprimido e enfartar? Nós não podemos fazer nada! Eles é que fazem as regras do jogo! Sempre foi assim!” E é verdade! O idiota aqui é que não tinha chegado a uma constatação tão óbvia. Daqui pra frente vou reduzir minhas atividades políticas à: 1) Não votar, 2) sonegar, e 3) sacanear políticos! É mais divertido, mais econômico, e não faz mal às coronárias.

Não vou mais me sentir chupando um prego até virar parafuso! É quase como ser feliz!

 

(obs: a foto-montagem  na abertura foi feita a partir de inúmeras chupadas googleanas sem pudor e sem lembrar de guardar os links para dar os créditos a quem merece - perdoem-me os chupados!)

Especulações sobre a nossa natureza divina (ou o Nascimento de Deus)

Publicado 25/09/2011 por romacof
Categorias: Realidade, Religião

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Qual seria, atualmente, o interesse desta civilização avançada em nos contatar?  … O avanço e a aplicação de seus conhecimentos, para nós, seriam distinguíveis de um ato mágico? Ou de um ato divino?

Atualmente a teoria que prevalece sobre a origem do universo é a do “Big Bang”, proposta pelo belga Georges Lemaître, em 1927. Como toda teoria ela permanecerá como explicação enquanto não for refutada. No momento ela tem sobrevivido aos críticos com poucos arranhões com base nas observações científicas possíveis. Segundo ela o universo teria se originado há aproximadamente 13,7 bilhões de anos a partir de uma região extremamente quente e densa. Nesta região não existiam partículas elementares (tais como os quarks) e tampouco as interações fundamentais estabelecidas pela física moderna. A convenção é de que a duração desse momento foi de 1 tempo de Planck, o que equivale à uma absurda fração de segundo com 43 zeros depois da vírgula, ou o menor volume e o menor intervalo de tempo possível para o universo. Considerando o conteúdo teórico de algo tão pequeno e por um tempo tão fugaz, ao mesmo tempo capaz de originar a miríade de galáxias hoje existentes, pode-se tentar imaginar o quão denso e quente teria sido este mingau original, e que, afinal, ele só poderia mesmo explodir!

Após a formação das partículas originais – dos primeiros segundos até os 3 primeiros minutos – a interação das forças físicas na expansão vertiginosa do plasma de quarks permitiu, agrupando-os em trios, a formação dos primeiros prótons e neutros, e a criação dos núcleos dos átomos de hidrogênio, hélio e lítio.

O hidrogênio é o combustível fundamental de uma estrela e representa 75% dos elementos existentes no universo. Os demais elementos, com mais de 3 prótons em seus núcleos, tiveram que esperar a primeira geração de estrelas gigantes e a morte delas, cerca de 300 a 500 milhões de anos, pois foram gerados em suas entranhas, por fissão nuclear, quando elas entraram em colapso e explodiram. Desta forma, há 13,2 bilhões de anos surgiram no cenário universal os elementos que permitiriam a formação de planetas sólidos e o substrato para a vida. Entre eles o oxigênio, o carbono e o nitrogênio. O oxigênio é o sócio do hidrogênio na formação da água. Logo, a água, diluente e veículo indispensável para a vida como a conhecemos, só foi possível a partir deste momento. Mas o tempo entre a possibilidade de dois átomos de hidrogênio combinarem com um átomo de oxigênio para formarem a primeira molécula de água e o aparecimento real de água em estado líquido numa poça ignota sobre um planeta rochoso precisou esperar pelo menos mais 2 bilhões de anos. Pois foi necessário o nascimento de uma segunda geração de estrelas, e que entre elas existissem algumas com dimensões semelhantes às do nosso Sol para que não explodissem antes de darem uma chance à vida, e que entre essas estrelas algumas carregassem em suas órbitas planetas sólidos, não tão próximos da estrela para não serem quentes demais e nem tão distantes para não serem frios demais, e ainda não tão pequenos para que pudessem reter uma atmosfera e nem tão grandes para que a atmosfera não se transformasse numa prensa jupteriana.

Aparentemente são muitos os fatores necessários, mas num universo com bilhões de galáxias cada qual com bilhões de estrelas o próprio acaso conjura a favor de uma possibilidade positiva. Tanto que estamos aqui! É evidente que nesta análise especulativa não estamos considerando todas as variáveis que fogem dos parâmetros humanos e que poderiam ter sido aproveitadas pela vida em formatos que nem somos capazes de imaginar. Mas, de forma simplificada, para seguir o presente raciocínio, vamos considerar que a vida como nós a conhecemos é a alternativa mais prática, ou econômica, ou barata, ou mais lógica, pois, pelo menos em nosso planeta, o número de espécies passa dos 8 milhões, e neste número estamos ignorando as incontáveis milhões de espécies que já foram extintas nos 4,7 bilhões de anos de existência do planeta. Logo, este modelo que tem se mostrado bastante pródigo, mesmo que não seja o único, pode ter se apresentado de forma semelhante em outras partes, e outros tempos, no universo.

Sabemos que para o nosso modelo não basta a água em estado líquido num planeta sólido em cuja crosta estejam presentes os demais elementos químicos. Vamos considerar também os outros dois sócios do hidrogênio. O nitrogênio, com que forma a amônia (NH₃) e o carbono com que forma o metano (CH₄). Outra sociedade básica é a do carbono com o oxigênio (CO₂), ou gás carbônico. A água, a amônia, o metano e o gás carbônico são os mosqueteiros da luta pela vida. Eu daria à água o papel de Dartanhan. Quando estudantes guardávamos o som “CHON” para memorizar os 4 elementos básicos. Com eles são construídas quase a totalidade das moléculas que comandam, suportam, e alimentam o metabolismo do seres vivos, incluído as quatro bases nitrogenadas do DNA. Outros são necessários em pequenas porções, mas indispensáveis para que as reações químicas sejam possíveis, como o fósforo, o potássio, o sódio, o enxôfre, o cálcio e o cloro, e ainda outros em menores quantidades como o ferro, o flúor, o iodo, o cobre, o zinco, e o manganês. Todos disponíveis no substrato planetário em que a vida quer se intrometer.

Tudo estando disponível, nas quantias certas, no ambiente favorável, recebendo os solavancos e os desafios que estimulam a evolução, vacúolos primitivos criados pelas forças físicas inevitáveis da tensão superficial e submersos no barro úmido oferecerão em seus interiores microcosmos acolhedores e necessários para que organelas primitivas se insinuem com suas moléculas replicantes. Estas estruturas um dia isoladas e em outro momento recombinadas, simulando defesas e mecanismos de sobrevivência, mimetizando proto-virus, agarrados a um esboço de RNA como a uma tábua de salvação num mar inóspito, evoluirão para bactérias, que um dia, por inclusão, passarão a mitocôndrias simbióticas de um ser unicelular, que salvarão o seu tesouro de comando num núcleo, criando apêndices e espaços digestivos, crescendo e descobrindo soluções para os problemas, num lento roteiro darwiniano rumo aos seres pluricelulares, causando arrepios e náuseas aos criacionistas.

Aqui cabe um comentário: o fato é que com a aquiescência ou não dos que exigem o determinismo divino é muito mais miraculoso a utilização deste complexo, moroso e gradativo processo de transformação para chegar a algo superior do que a utilização simplista de uma varinha mágica que dogmatiza, mas não explica por que as coisas são como são.

Dizíamos que seriam necessários outros 2 bilhões de anos para que estas condições especiais surgissem em algum lugar. Logo, há 11,2 bilhões de anos atrás. Também sabemos que nos padrões que conhecemos seriam necessários mais 3,7 bilhões de anos para que num planeta como o nosso a vida evolua e desenvolva uma civilização capaz de se surpreender com suas origens e destinos possíveis e faça especulações sobre o seu papel no universo. Com isto, é possível que há 7,5 bilhões de anos já existisse no universo uma civilização semelhante à nossa.

As correntes pessimistas afirmam que as civilizações tendem para a extinção num curto espaço de tempo de alguns milhares de anos por fatores múltiplos, como epidemias, guerras, mudanças climáticas bruscas como glaciações ou aquecimentos, catástrofes cósmicas, e becos evolutivos. Uma variada gama de possibilidades apocalípticas mesclada com pandemias letais.

Mas sem uma extinção total por obra de um fenômeno cataclísmico qualquer este palco que montamos para que a vida tentasse uma evolução continuada desde os primórdios do universo criaria uma possibilidade bastante interessante. A evidente disparidade temporal entre a hipotética civilização primordial e a nossa é a mais marcante. Se considerarmos que a nossa civilização tem cerca de 10 mil anos, poderíamos dizer que o abismo temporal entre as duas espécies seria hoje o equivalente ao de 750 mil civilizações. Um tempo razoável. Qual seriam as diferenças mentais entre essas duas civilizações?

Qual seria, atualmente, o interesse desta civilização avançada em nos contatar? Qual seria o nível de entendimento ou de conversação? Em que nível evolutivo esta espécie estaria? Nós conseguiríamos compreendê-los? Ou percebê-los? Eles teriam forma? Estariam presos a uma base orgânica como nós? Quais seria o seu domínio sobre as forças da natureza? Será que esta espécie ainda conservaria a individualidade de seus elementos? Ou seria um ser coletivo? O avanço e a aplicação de seus conhecimentos, para nós, seriam distinguíveis de um ato mágico? Ou de um ato divino?

Seguindo esta mesma ótica nada impede que já tenhamos entrado em contato com tal ser ou seres, ou outros em estágio intermediário, em nosso passado remoto, o que explicaria a profusão de mitos sobre divindades que nos criam, alimentam, acalentam, ensinam, limitam, julgam e depois somem. Assim seria possível imaginar esses seres e a sua atual atitude de afastamento, como quem observa à distância, mas não se imiscuindo dos negócios terrenos, tampouco se interessando com os problemas individuais, mas quem sabe monitorando o avanço da nossa espécie como um todo, na expectativa de que um dia possamos nos somar a eles em imagem e semelhança.

Podemos continuar nossa viagem especulando sobre a nossa relação com esses possíveis primos que estariam vivendo num estágio evolutivo tão superior que talvez não sejamos capazes de identificá-los ou imaginá-los.

O nosso sol está em atividade há 5 bilhões de anos e tudo indica que ainda permanecerá na seqüência principal por mais 5 bilhões de anos. Digamos que no tempo restante, não acontecendo nenhuma catástrofe que nos apague da face do universo, o sol ainda possa aquecer adequadamente a vida no planeta Terra por mais uns 2,5 bilhões de anos antes de se tornar instável. Logo, se tivermos sorte e formos inteligentes para nos mantermos vivos, e cooperantes, a nossa infante civilização pode evoluir física ou espiritualmente por mais 2,5 bilhões de anos neste planeta. Ou mais provavelmente espalhada por uma fatia significativa da galáxia, obedecendo ao princípio de que não é inteligente guardar todos os ovos na mesma cesta. Em 2,5 bilhões de anos os nossos hipotéticos primos que vínhamos analisando desde o início desta especulação poderiam, considerando toda uma vida feliz e fecunda para esta espécie, contar com 10 bilhões de anos de evolução. Ou 4 vezes mais tempo do que nós. Em comparação com a brutal diferença atual de 750 mil vezes observamos uma redução drástica e significativa na proporção, mesmo considerando que algumas das possibilidades evolutivas se ofereçam numa proporção geométrica. Logo, no futuro, é possível uma proximidade muito maior. O que abre a promessa de um entendimento mútuo. Quiçá uma cooperação!

Aparentemente, num futuro próximo, vamos continuar aqui nos arrastando no processo de tentar a partir de alguma criação tecnológica a não permanência em um só planeta passível de destruição. Podemos também tentar melhorar nossa relação com a natureza, seja lá o que ela signifique ou o que significa esta relação melhorada, afinal temos bastante tempo paras isso, quem sabe mais 2,5 bilhões de anos na velha Terra, ou espalhados por aí. Pode ser que a depuração genética ainda nos permita saltos em direção a algo melhor. Pode ser que aquilo que alguns rotulam como alma e que insufla nossas carnes como uma mola ambivalente dividida entre o bem e o mal tenha um porto numa dimensão insuspeita. Pode ser que o método de ir e vir, reencarnando, numa intencionalidade purificadora, seja a sistemática para levar ao porto uma nova carga de experiência evolutiva. Ou talvez, tristemente, a chama se apague para cada indivíduo e o que conta, afinal, é a espécie como um todo e o seu produto final. Poderíamos até criar figuras de linguagem, demonstrações gráfica, e religiões modernas que afirmem que deus está nascendo e que nós fazemos parte desse processo. Quem sabe um dia haja um encontro com outros que já há alguns bilhões de anos estão nesse processo. Mais uma teoria passível de erro como todas as outras.

Ou não!


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